
Cameron, é você?
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Eu não sei nem por onde começar. Nossa história começou a tanto tempo atrás, tempos distantes. Bons tempos. Eu lembro de muitos detalhes, palavras e sentimentos que trocamos um com o outro, é, lembro sim. Foi um tempo difícil pra mim, assim como é hoje, pois eu não tinha ideia da pessoa que estava aparecendo na minha vida. Eu não tinha a noção e a gravidade do quanto você ia fazer a diferença pra mim e o quanto você ia mexer com o meu psicológico. Nos nossos primeiros dias, nos nossos primeiros papos, foi um assunto nostálgico. Aquele assunto com sabor de “Ei, não nos conhecemos e eu gostaria muito de te conhecer, vamos conversar até podermos nos aproximar o suficiente para eu poder te chamar de amigo?” que você usava comigo era confortável. Eu lembro das besteiras que a gente conversava e o quanto tu demonstrava gostar de mim, e o quanto tu tinha medo de me perder. Mas eu não sentia o mesmo, até porque tudo era muito diferente pra mim. Ao tempo decaímos, e cada um sumiu, assim como fumaça. Demorou para eu sentir o vazio que tu deixou em mim, mas quando a ficha caiu, acho que já era tarde demais. Tu tentou, fracassou. Notei, tentei e fracassei também. Foram dias melancólicos, tardes depressivas com direito a música depressiva também. Ah, mas o pior era a noite. Te ver online e não poder falar, rir como antes, me matava ainda mais. Após passar horas olhando pras tuas fotos e imaginando milhares de coisas passando pela minha cabeça, te vi offline. Não que isso seja desesperador, mas isso machucava mais do que te ver online. Te ver offline significava pra mim um dia fracassado, ir dormir sem ter conseguido pelo menos um “Oi” teu, ou um simplesmente um “não posso falar agora” era como ir à guerra e não voltar mais. Foram dias horríveis para mim, péssimos. 2012 foi o ano em que o mundo virou as costas pra mim e falou: o problema é seu, se vira. O ano em que eu vi meus amigos me ignorarem, meus amigos mudarem e partirem sem nem mais nem menos. Foi o ano em que minha alma se distanciava do meu corpo e da minha mente, e voava pra um lugar totalmente distante, como um paraíso onde o dia nunca terminava, e que era um lugar totalmente sozinho e sem vida. Minha rotina era totalmente a mesma, nada de mais. Acordava, ia pra escola, estudava, tirava as piores notas possíveis, não falava com ninguém e criava expectativas fúteis, sem a menor possibilidade de acontecer. O difícil não era estudar, ou aprender a matéria nova, o difícil era saber que a menina que eu sempre amei e quis passar o resto da vida ao lado, estava na mesma turma que eu, e por mais perto que estávamos, mais distante ficávamos. Tentei me aproximar de tantas maneiras que te dizer agora seria impossível, foram maneiras que eu nunca imaginei tentar um dia com alguém. E quando finalmente conseguia falar contigo, uma parte minha congelava, me deixava completamente sem forças e sem nenhum tipo de coragem. Foram tempos difíceis, completamente difíceis. Sem a menor vontade de sair, me enturmar, conversar e principalmente de viver. Eu não estava vivendo. Não, nem um pouco. Estava sobrevivendo apenas, e da pior maneira possível, na pior das depressões existentes. Passava uma boa parte do tempo me questionando como e o por que disso estar acontecendo, e justamente comigo. Não era pra eu estar vivendo, saindo, fazendo amizades, me divertindo e realmente tendo uma vida? acho que a resposta era não. Por mais que eu tenha sofrido e passado por todo esse inferno que passei, continuei em frente. Milagrosamente algo me mostrou que você ainda estava ali, distante, mas ali. Conseguimos nos reatar, mas aos poucos. Não estava tudo bem ainda, eu sentia que estávamos perto, porém, a corda estava frágil. Havia dias que estavam ao meu favor, outros contra. Dias em que conversei contigo e que vi que ainda valia a pena. Outros, que não conversamos e que meu passo foi ficando cada vez distante. Era incrível como uma menina, ainda mais nova que eu, poderia mexer tanto comigo, sem querer e sem ao menos perceber. Parecia mágica. Mas era realmente necessário esse sofrimento todo? tinha uma razão, ou era apenas um coração de um menino jovem cometendo erros? Eu não sei a resposta. O que sei, é que nada é o mesmo, nada é como antes, e não que eu queira que fosse, mas é que de vez em quando bate aquela saudade de ver o quanto tu se importava comigo, e o quanto aquele sentimento por mim era verdadeiro. Hoje ainda diz que me amas, mas sei que de uma forma diferente. Já estás comprometida, e eu ainda à tua espera. Na mesma ilha, com o mesmo coração e com o mesmo desejo. Desejo, aquele, de te ter. Ser teu e seu ser. Aquele sentimento de amor correspondido, tão bom, que um dia que eu há de sentir. Aquela vontade de te ligar de meia em meia hora só pra ouvir a tua voz, e poder te dizer o quanto eu te amo. Sair todas as tardes e a tua companhia, caminhar. Sentir teu coração caminhando ao lado do meu, ouvir tua voz me fazendo perguntas e me dando respostas, respostas nem sempre as que eu gostaria de ouvir, mas que ouço sem reclamação nenhuma. Tirar mil e oitocentas fotos ao teu lado, para que quando formarmos 1, 2, 3 ou até mesmo 4 anos de namoro, eu possa fazer um vídeo com nossas fotos, uma homenagem, sabe? Tipo aqueles vídeos de aniversários de 15 anos. Acordar no dia seguinte com a certeza que ainda és minha. Acordar com o barulho do celular ao receber uma mensagem, dizendo: “Bom dia meu amor, vamos nos ver hoje? te amo, beijos”. São muitas as vontades que sonho em realizar, mas sei que algumas são apenas coisas que ficam na cabeça. Vai ser minha um dia, nem que esse dia se transforme em 10 anos, assim como o romance do Ron com a Hermione. Já te espero faz 8 meses, meses difíceis, porem esperançosos. Muita coisa ainda vou viver, muita coisa ainda vou sentir e muita gente ainda vou conhecer, principalmente garotas. Mas nenhuma dela pode ser capaz de deletar ou até mesmo mudar o que eu sinto por ti, é coisa guardada a sete chaves, ou até mesmo dentro de baús com cadeados indestrutíveis. Parece romance de filme ou livros, romance impossível, iludido, esperançoso. Mas é um amor verdadeiro, acredita em mim. Ele não é o cara pra ti, dá pra ver. Nem sei se ao menos eu sou, ah, mas se tivesse a chance de ser, juro que seria e provaria que tudo irá valer a pena. Diz que odeia teu sorriso, que te acha gorda e que tem mil e um defeitos. Eu digo que teu sorriso é o que faz meu dia valer a pena, e que teu peso é mais do que o suficiente para poder te abraçar e te levar lá no alto. Defeitos todos nós temos, e ah… se eu pudesse conviver com os teus, seria o homem mais realizado no mundo.
Te amo como Snape amava Lilian.
16/04/2013